Sábado, 26 de Fevereiro de 2005
La donna del lago, Gioachino Rossini

Teatro Nacional de São Carlos
27 de Fevereiro a 4 de Março
Direcção musical
Riccardo FrizzaIntérpretes
Giacomo V
Rockwell BlakeElena
Laura PolverelliMalcolm Groeme
Silvia Tro Santafè.
Duglas d'Anglus
Simón OrfilaRodrigo di Dhu
Robert McPhersonSerano/Bertram
Mário João AlvesAlbina
Elvira FerreiraOrquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Notícia.
Sinopse.
Libretto.
Biografia.
Biografia.
Composições.
Links.
Walter Scott, uma proeminente figura literária do Romantismo inglês, criou alguns dos mais místicos e misteriosos cenários para as suas histórias. Explorando as potencialidades das terras altas escocesas, envolveu os seus ambientes com elementos como o nevoeiro, ruínas, entre outros, que serviriam de mote a muitos outros artistas do romantismo.
The Lady of the Lake, um poema narrativo escrito em 1810, conta a história do amor feliz entre Ellen, filha do líder da revolta, Douglas, contra o rei James V (Giacomo), e Malcolm. O rei Giacomo, depois de um encontro ocasional com Ellen, apresenta-se como Uberto, acabando por se apaixonar pela «dama do lago», descobrindo então que esta era filha do rebelde Douglas. Entretanto Rodrigo, pretenso noivo de Ellen, surpreende-os e exige saber a identidade do estranho. Já no palácio de Stirling, depois de capturados Douglas, Malcolm e Ellen, James (Giacomo) revela a sua identidade e, poupando a vida de ambos e esquecendo as suas emoções, abençoa o casamento entre Ellen e Malcolm.
Este melodramma em dois actos composto por Rossini, com libreto de Andrea Leone Tottola, representa uma das obras de maior criatividade do génio do compositor. Estreada mundialmente no Teatro San Carlo de Nápoles em 1819, La donna del lago foi apresentada no Teatro de S. Carlos em 1822, regressando agora a esta Casa em versão de concerto, sob a direcção musical de Riccardo Frizza.
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005
Inverno, Jon Fosse
Inverno (
Vinter)
Jon Fosse nos
Artistas UnidosTeatro Taborda
Jon Fosse
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005
Fidelio, Ludwig van Beethoven
Fundação Calouste Gulbenkian25 e 27 de Fevereiro de 2005
Juntamente com as Sinfonias nºs 3 e 9, Fidelio, representa o lado visionário e mais profundamente humanista de Beethoven, afirmando-se como a representação por excelência em música do princípio da liberdade contra o poder não legitimado, do triunfo do bem sobre o mal, do heroísmo por força e graça do amor. O enredo tem uma base verídica, tendo ocorrido durante a Revolução Francesa, embora Jean Nicolas Bouilly, que o relata literariamente, tenha transferido a história para Espanha para «evitar a censura». O libreto trabalhado por Beethoven é da autoria de Joseph Sonnleithner (1805) tendo sido posteriormente revisto por Friedrich Treitschke (1814). O facto de se assistir a uma versão concerto, pode ser encarada como uma oportunidade para apurar a fruição e entendimento da estreita relação entre libreto e música, no sentido em que a música não só amplifica a mensagem como aprofunda a musicalidade e a prosódia do texto. Trata-se, em suma, da obra que verdadeiramente prepara o terreno daquela que virá a impor-se como «ópera literária» entre os compositores alemães de finais do século XIX.
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005
Quem tem medo de Virginia Woolf?
Teatro da Trindadeaté 27 de Fevereiro de 2005
texto Edward Albee, 1962 (
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11)
encenação João Paulo Costa
tradução Jorge Botelho Fonseca
cenografia Paulo Oliveira
figurinos e adereços Ana Teresa Castelo
desenho de luz José Nuno Lima
interpretação António Capelo, Glória Férias, Mário Santos e Sandra Salomé
produção ACE/Teatro do Bolhão
Sinopse
Jogos e Brincadeiras são o primeiro mote; Albee começa por colocar-nos na dimensão lúdica: jogar, brincar, representar, são as primeiras acções ritualizadas que respondem à necessidade básica da descoberta/entendimento do real.
Em Quem tem medo de Virgínia Woolf? o público é convidado para a sala de estar de George e Martha onde assiste, com uma proximidade perturbante, a um intenso ritual de mortificação mútua e de desagregação progressiva das convenções matrimoniais. o inferno pode ser uma sala de estar confortável e um casal insatisfeito disse o autor sobre este texto, aterrador e comovente, onde as personagens vão descascando, impiedosamente e até à medula, a múltiplas camadas de mentira e ilusão que envolvem as suas vidas conjugais.
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005
Dionisio Re di Portogallo de George Frideric Handel
Teatro Nacional de São Carlos18 a 23 de Fevereiro
Ópera em três actos de
Handel estreada com o título Sosarme, rè di Media. Libreto de Antonio Salvi.
Estreia absoluta: Londres, 1732.
Estreia absoluta da versão original
Direcção musical
Alan CurtisEncenação
Jakob Peters-MesserCenografia e Desenho de luzes
Markus MeyerFigurinos
Sven BindseilIntérpretes
Fernando di Castiglia
Lawrence ZazzoElvida
Simone KermesIsabella
Marianna PizzolatoSancio
Max Emanuel CencicAlfonso
Michele AndalòAltomaro
Vladimir BaykovDionisio
Stefan A. RanklIl Complesso BaroccoCo-produção (Nova Produção)
Teatro Nacional de São Carlos
Theater St. Gallen
Dionisio Re di PortogalloO São Carlos apresenta em estreia absoluta uma recontrução daquela que seria a versão original de "Dionisio, Re di Portogallo", de George Frideric Handel, com um elenco que reúne alguns dos mais notáveis intérpretes internacionais de ópera barroca.
Esta ópera em três actos estreou-se em Londres, em 1732, mas não de acordo com a ideia original de Handel e com os cenários inicialmente escolhidos por si. A acção situava-se em Portugal: D. Fernando (Rei de Castela) e Elvida (filha de D.Dinis, Rei de Portugal) eram as personagens principais, que viam o seu casamento adiado pela verdadeira guerra civil gerada pela revolta do Infante Afonso (futuro Rei D. Afonso IV).
Por razões desconhecidas (provavelmente políticas), Handel optou por modificar o contexto do libreto escrito por Antonio Salvi, transportando-o da história europeia para a fantasia do Médio Oriente, o que implicou a mudança dos nomes e o retirar de algumas passagens musicais. Estamos, portanto, perante um caso de restituição musicológica.
A proposta é de Alan Curtis, reconhecido intérprete do barroco, que regressa ao São Carlos para dirigir o seu colectivo Il Complesso Barocco. As vozes são das mais reconhecidas neste repertório: o contratenor norte-americano Lawrence Zazzo, a soprano alemã Simone Kermes e ainda a contralto Marianna Pizzolato, o contratenor Max Emanuel Cencic, o contratenor Michele Andalò, o baixo-barítono Vladimir Baykov e o tenor Stefan A. Rankl.
Jakob Peters-Messer encarrega-se da encenação, Markus Meyer da cenografia e desenho de luzes e Sven Bindseil dos figurinos.
Sosarme, Re di Media"Sosarme, Re di Media" ("Sosarmes, King of Media") was written at the time when Handel was artistic director of the new Royal Academy of Music, in London (17291734). He opened the 17311732 season by repeating his earlier operatic works. The first première was Ezio, in January 1732; it was taken off the repertoire after five performances. The composer had greater hopes for the success of his other new opera a musical drama in three acts Sosarme, Re di Media, first performed on 15 February 1732 in the Kings Theatre, London.
The text was based on an earlier libretto, Dionisio, Re di Portogallo (Dionisius, King of Portugal), by Antonio Salvi ( 1742), and arranged by an unknown writer, perhaps Paolo Antonio Rolli (16871767), or Samuel Humphreys (c.16981738). Salvi was one of the period librettists for whom writing of operatic texts was just a side line. He was not, however, a second-rate librettist quite the opposite. Having no need to care for his daily bread, he was able to develop his individual style, influenced by French drama: the characters of his librettos talked naturally, and often expressed their emotions in a moving way. Opera composers found Salvis characters full of real life, instead of the usual routine types, corresponding with the roles. Salvis texts were used by the leading Italian composers, such as A. Scarlatti, A. Vivaldi, or A. Caldara.
The libretto of Sosarme differs in a certain way from the ordinary baroque opera type. First of all, the indispensable love-plot plays only an inferior role. The centre of the action is the monarchist legitimacy principle, the disregard of which is the base of the conflict between the opera characters. The London public of the time certainly saw the plot of the work as an allusion to the actual situation at the British Royal Court, where King George II (16831760) quarrelled with his son, Crown Prince Frederick Lewis (17071751). The real reason of their feud is unknown, but its course was well known to the public. The English people hoped for a change in the gloomy political and family situation on the side of William IV of Orange (17111751), fiancé of the Kings daughter, Princess Anne (17091759), Fredericks sister (and Handels pupil).
Todays performances of baroque operas challenge every performer who takes part in them. The goal of the Cappella Accademica ensemble is to revive these operas in the sense of the period aesthetic principles. The singers, therefore, study the corresponding stage movement as much as possible within 18th century theatre practice, which differs considerably from realistic acting. A member of the public, not used to the rather exotic world of baroque opera, will be surprised by the static and statuesque performance, where all changes of the action and feelings of the characters are expressed only by stylized deportment of the actors, their gestures and mimicry. The main difference between baroque and modern acting lies in the totally different concept of naturalness. For a baroque actor, theoretician and member of public, this term did not equate with realism. A 17th and 18th century actor was expected to be natural, but this naturalness was of a highly stylized art unnatural for us today.
The opera action takes place in Sardes (today the Sart village, to the east of the town of Izmir, in Turkey), a capital of Lydia. The Lydian King Haliate refused his son Argone the right of succession, and transferred it to his illegitimate son Melo. Argone revolted against his father, and proclaimed himself King. Returning from the war, Haliate finds the gates of Sardes closed. With his army, he begins a siege of the capital of his own empire. The title character of the opera Sosarmes can most probably be identified with the important Median
ruler, Kyaxares (645585; he was in power between 625585 BC).
Act IThe long siege makes Argones situation precarious. He calls his troops to a decisive battle against Haliate. Erenice, wife of Haliate, is frightened by a dream, in which the goddess
Hekate appeared to her to predict an early end to the war: but peace is to be redeemed by royal blood! Erenice believes that either her husband, or her son, is to fall. Elmira, daughter of Haliate and fiancée of Sosarme, brings news of Argones battle preparations. Erenice falls into despair. Haliates counsellor, Altomaro, wants to use the rift between Argone and Haliate to install his grandson Melo as king. Melo, however, refuses to do injustice to anybody. Sosarme meets Melo and defends Haliate. He wants to go to Sardes, and make Argone seek a peaceful outcome to the feud. Later Sosarme talks to Haliate and defends Argone; he refuses to take part in Haliates plans of vengeance. Argone wants to lead his troops in the decisive battle. Erenice fears for the lives of her son and husband, Elmira believes that Hekates prediction is about to come true.
Act IIFrom the ramparts, Elmira sees Sosarme challenging, as a first, the attack of Argones troops. Argone returns from the battle with his sword covered in blood; he has wounded Sosarme and taken him prisoner. Erenice and Elmira believe, however, that Sosarme is dead. Through Sosarmes imprisonment, Haliates situation becomes increasingly worse, Sosarmes soldiers are revolting. Due to this, Haliate is ready to make peace with Argone. He sends Altomaro to the town, as a negotiator. Altomaro reproaches Melo for his unwillingness in trying to gain the throne. Melo predicts a bad end to his intrigues. Elmira is tending the wounded Sosarme. Erenice brings news of Haliates peace delegation. She begs Sosarme to force Argone also to an appeasement. Argone is ready to agree, on condition that Haliate would grant all his rights. Altomaro does not deliver Haliates message; he claims that the King calls his son to a duel, to decide the war. Argone takes on the challenge. The desperate Erenice decides to go to the camp: she wishes to divert her husband from the duel. Sosarme calms Elmira down. The girl cherishes her hopes.
Act IIIAltomaro is bringing a false message to Haliate, saying that Argone challenges, on Erenice's advice, his father to a duel. Haliate takes up the challenge. Erenice arrives, but the indignant Haliate refuses to listen to her. Melo wants to thwart the duel, and care for Argones rightful accession to the throne. Argone leaves, in secret, for the duel with his father. Sosarme and Elmira are not able to hold him back. Hoping to avert the worst they follow him. For the last time, Altomaro gives the incentive to the Kings intractability towards his son. Argone and Haliate cross their swords, fighting. Unintentionally they wound Melo and Erenice, who try to divert the duel. Altomaro sees that his intrigue has been revealed, and runs away. Sosarme arrives with Elmira; they bring the news of Altomaros suicide. Haliate forgives his son and grants him all rights of the Crown Prince.
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005
Vozes, Lisboa Ballet Contemporâneo
lisboa | ballet | contemporâneoTeatro Camões
18 e 19 de Fevereiro
O Ballet Contemporâneo apresenta uma sequência de peças das quais duas são homenagens ao final da II Guerra Mundial e a Bocage. São coreografias de Benvindo Fonseca.
A primeira coreografia, "Para que a terra não esqueça", estreou-se em Julho de 1995 para assinalar os 50 anos do final da II Guerra Mundial. Trata-se de levar o espectador a enfrentar o lado mais negro da Humanidade.
Bocage é o homenageado da segunda coreografia, em estreia absoluta. "Murmúrio" homenageia o poeta quando se comemora o bicentenário da sua morte. A libertação da mulher era um dos temas das obras de Bocage, daí este ser um solo que imagina a mulher do século XVIII numa atitude ousada de se exibir socialmente. Será capaz?
Outra estreia absoluta, intitulada "Onegin", é um "pas de deux" criado a partir da obra homónima de Alexander Pushkin, na qual a personagem Tatiana sonha que é livre, sem condicionamentos exteriores.
A última peça, "Makeba" (aqui numa nova versão), remete o espectador para o lado feminino de África e para a relação quente entre mãe e filhos, numa dedicatória às crianças de Moçambique.
Domingo, 13 de Fevereiro de 2005
Assembleia da República 2005
Eleição
Sábado, 12 de Fevereiro de 2005
Portugal, Hoje - O Medo de Existir

de
José Gil«Tratando o pequeno escrito acima apresentado um tema difícil de classificar, impõe-se acrescentar algumas observações.
O objecto do texto aproxima-se mais do que os historiadores chamam "mentalidades" do que de qualquer outra matéria disciplinar. Mas recorre-se a apontamentos etnográficos, a factos e anedotas triviais, a conceitos psicanalíticos e filosóficos, a outros da ciência política, etc. Digamos que, epistemologicamente, o campo explorado é indefinido, com uma transversalidade no trajecto de certas noções que pode ter as suas vantagens.
(...) Enfim, contrariamente ao que pode parecer, nenhum pressuposto catastrofista ou optimista quanto ao futuro do nosso país subjaz ao breve escrito agora publicado. Se não se falou "no que há de bom", em Portugal, foi apenas porque se deu relevo ao que impede a expressão das nossas forças enquanto indivíduos e enquanto colectividade. Seria mais interessante, sem dúvida, mas também muito mais difícil, descobrir as linhas de fuga que em certas zonas da cultura e do pensamento já se desenham para que tal aconteça. Procurou-se dizer o que é, sem estados de alma, mas com a intensidade que uma relação com este país supõe.»
Das Notas Finais
Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2005
Christiane Oelze
Fundação Calouste GulbenkianTerça, 15 Fev 2005
Christiane Oelze (soprano)
Eric Schneider (piano)
Requinte Vocal
Oelze e Schneider propõem um recital centrado na língua alemã.Johannes BrahmsEs liebt sich so lieblich im Lenze, op.71 nº 1
Sommerabend, op.85 nº 1
Es schauen di Blumen alle, op.96 nº 3
Der Tod, das ist die kühle Nacht, op.96 nº 1
Mondenschein, op.85 nº 2
Meerfahrt, op.96 nº 4
Robert SchumannIntermezzo, op.39 nº 2
Mondnacht, op.39 nº 5
In der Fremde, op.39 nº 8
Zwielicht, op.39 nº 10
Wehmut, op.39 nº 9
Frühlingsnacht, op.39 nº 12
Hanns EislerAn den kleinen Radioapparat
Speisekammer 1942
Hotelzimmer 1942
In Sturmesnacht
Panzerschlacht
Die letzte Elegie
Die Heimkehr
Robert SchumannIn der Fremde, op.39 nº 1
Schöne Fremde, op.39 nº 6
Auf einer Burg, op.39 nº 7
Waldesgespräch, op.39 nº 3
Im Walde, op.39 nº 11
Kurt WeillMatrosen-Song
Bilbao-Song
Alabama-Song
O recital proposto por Christiane Oelze (soprano) e Eric Schneider (pianista) reúne uma diversidade de compositores, mas no essencial concentra-se em canções em língua alemã. Apresenta como núcleo central precisamente o romantismo germânico, muito em particular Robert Schumann, e algumas das suas ramificações.
O "New York Times", por exemplo, sublinhou as suas "maravilhosas linhas expressivas". A crítica é unânime em distinguir a musicalidade, a dicção perfeita, a inteligência, a elegância e a invulgar presença em palco de Christiane Oelze.
A cantora é presença habitual nos maiores palcos de ópera e nos mais importantes festivais. Colaborou com as mais reputadas orquestras mundiais e trabalhou com maestros tão famosos como Pierre Boulez, Helmuth Rilling ou Kurt Masur, tanto em palco como em disco.
O talento é tão extraordinário quanto versátil: Oelze é reconhecida tanto nas interpretações de ópera como na música de câmara ou no "Lied" alemão. O programa de Lisboa prova-o, ao fazer conviver obras de Brahms, Schumann, Eisler e Kurt Weill. A acompanhá-la estará o pianista Eric Schneider.
Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2005
Un Long Dimanche de Fiancaillesde Jean-Pierre Jeunet avec Audrey Tautou
Um Longo Domingo de Noivadode Jean-Pierre Jeunet
com Audrey Tautou
Medeia filmes.